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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

B.I. do Esturjão

Figura 1 Juvenil de Esturjão-do-Atlântico no Fluviário de Mora. Fotografia de Paulo de Oliveira.

 

Nome comum: Esturjão, Solho, Esturjão-do-Atlântico, Esturjão-comum, Esturjão-europeu, Esturjão-do-Báltico.

 

Nome científico: Acipenser sturio (Linnaeus, 1758).

 

Hábitos e habitat: O esturjão pertence a uma das mais antigas famílias de peixes ósseos – a Família Acipenseridae – com cerca de 200 milhões de anos de existência, e representada actualmente por mais de 20 espécies diferentes. O esturjão não possui escamas a revestir-lhe o corpo, mas sim 5 fiadas de placas ósseas: uma no dorso, duas laterais e duas ventrais. É um predador bentónico, e procura alimento próximo do substrato com a ajuda táctil dos 4 barbilhos que possuem no focinho afilado. Pode apresentar várias colorações em tons de cinzento e castanho no dorso, e amarelado no ventre, mas em geral escurecem com a idade.

 

Este peixe é um migrador anádromo - durante o seu ciclo de vida vive no meio marinho – oceano e zonas costeiras – e vai reproduzir-se no meio dulciaquícola – rios. Esta espécie ocorre nas zonas costeiras da Europa até à costa da América-do-Norte. No passado, subia os principais rios europeus para desovar, mas actualmente é muito raro. O último exemplar de esturjão capturado em Portugal, foi durante a década de 80 no rio Guadiana, e por isso esta espécie tem o estatuto de conservação nacional RE – Regionalmente Extinto. O estatuto de conservação Global CR – Criticamente em Perigo – reflecte a sua distribuição geográfica, que está praticamente restrita ao Golfo da Biscaia, onde ainda sobe o rio Dordogne – no Sudoeste de França – para se reproduzir.

 

Com a chegada da Primavera, o esturjão inicia a sua migração para montante dos rios, deixando as zonas costeiras, e começando a subir os rios durante a noite. Durante a migração, os esturjões não se alimentam, e no entanto nadam a uma velocidade que pode atingir os 6 km/h, vencendo correntes de até 2,2 m/s, sendo capazes de saltar pequenos obstáculos, e podendo chegar a percorrer distâncias de 1000 km. Os machos, a partir dos 7 a 9 anos de idade, antecedem as fêmeas nesta migração, pois elas só chegam algumas semanas mais tarde. Só as fêmeas a partir dos 8 a 15 anos de idade, tomam parte nesta migração. A desova ocorre entre os 2 a 10 m de profundidade em águas límpidas, bem oxigenadas, onde a corrente á moderada e  a temperatura da água pode estar entre os 8ºC e os 22ºC, e o substrato é pedregoso – com cascalho, pedras e rochas. Após a chegada de machos e fêmeas ao local de desova, as fêmeas realizam a postura de ovos muito pequenos, negros e que aderem ao substrato. Vários machos nadam por cima das fêmeas e suas posturas, fecundando os ovos e protegendo-os do ataque de predadores. Após a desova, os adultos regressam ao mar, e os machos voltarão a subir o rio no ano seguinte, mas as fêmeas só estarão recuperadas para voltar a subir o rio, decorridos 2 a 5 anos desde a última postura. Os ovos do esturjão, eclodem passados 3 a 7 dias, e as pequenas larvas permanecem na mesma zona onde nasceram durante os primeiros 6 meses de vida, alimentando-se de plâncton e larvas de insectos. Alguns destes jovens esturjões só migram para o mar quando atingem os 3 anos de idade, mas outros, decorridos os 6 meses de idade migram para os estuários procurando alimentos como poliquetas, molucos e crustáceos, até aos 60 m de profundidade. Já os adultos exploram o mar a maiores profundidades, até aos cerca de 200 m.

 

O esturjão, também chamado o “Fóssil Vivo”, pode alcançar uma longevidade de mais de 60 anos, chegando em média aos 40 anos de idade. A sobrevivência desta espécie está ameaçada por alguns factores relacionados com a actividade humana, como a poluição aquática, a construção de barragens sem rotas alternativas para peixes migradores, e a alteração do regime de caudais dos rios. A carne dos peixes desta família, e os seus ovos – a partir dos quais se produz o caviar – são extremamente apreciados e valiosos.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

 

Webgrafia consultada

 

http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/PEIXES/Acipenser%20sturio.pdf

http://en.wikipedia.org/wiki/Sturgeon

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/230/0

 

Bibliografia consultada

 

Almaça, C. 1996. Peixes dos Rios de Portugal. Colecção Portugal Vivo. Edições INAPA, S. A. Lisboa. 129p.

 

Bruno, S.; Maugeri, S. 1995. Peces de Agua Dulce de Europa. Ediciones Omega, S. A. Barcelona. 209p.

 

Colares-Pereira, M.J.; Filipe, A. F. ; da Costa, L. M. 2007. Os Peixes do Guadiana, que Futuro? Guia de Peixes do Guadiana Portuvguês. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.

 

Rogado, L. Peixes do Parque Natural do Vale do Guadiana. ICN. Parque Natural do Vale do Guadiana. 127p.

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 14:04
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

As férias já chegaram…

 

As férias estão aí e trazem na bagagem sol, praia e muita diversão, claro. Podes dar um descanso aos estudos, mas não te esqueças de continuar a proteger o ambiente. Por isso, aqui ficam algumas dicas que deves ter em conta quando fores à praia.

 

Não é nada agradável encontrar-se lixo enterrado na areia. Por isso, não faças o mesmo! Leva sempre contigo um saco de plástico para colocares lá o lixo. Depois, só tens de separar o lixo pelos ecopontos certos.

 

Sabias que parte desse lixo vai para o mar?

É verdade, a força do mar e as ondas puxam o lixo. Muitos animais marinhos acabam por pensar que é alimento e comem-no e depois ficam doentes.  

 

Não te esqueças que há casas de banho nas praias. Por isso, sempre que tiveres com vontade de fazer uma necessidade usa-as. Não faças nada na areia ou na água.

 

Já ouviste falar das dunas?

As dunas são montes de areia criados pela acção do vento. Elas são muito importantes, sabes porquê? As dunas formam uma barreira e protegem as habitações da violência das ondas marítimas.

 

Elas são o habitat de uma grande diversidade de animais e plantas e evitam que o lençol freático de água doce seja contaminado pela água salgada. 

 

Quando fores à praia protege as dunas. Em vez de pisares as dunas, passa pelas passadeiras que dão acesso à praia. Não destruas os ninhos das aves que nidificam nas dunas, muitas dessas aves são espécies raras e em perigo de extinção. Nada de arrancar e estragar as plantas pois as suas raízes fixam as areias nas dunas.

 

Sabias que o campismo selvagem também contribui para a degradação das dunas? Por isso, quando fores acampar usa os parques de campismo. São mais seguros e não danificas as dunas.

 

O que sabes sobre a bandeira Azul?

As praias com bandeira azul cumprem um conjunto de requisitos, como a qualidade da água e a protecção ambiental da praia. Por isso, quando vires esta bandeira, já sabes que aquela praia é uma boa escolha.

 

Estás a ver, estas dicas são bem mais fáceis do que os problemas da matemática ou as regras do português.

 

Protege as praias!

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 11:25
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